Visitando a Floresta da Tijuca por um outro ângulo

Uma diversidade de vistas e contato com a natureza. Correr dentro da Floresta da Tijuca propicia explorar diversos mirantes com lindas vistas, cachoeiras e a opção de escolher se quer seguir pelo asfalto ou pela trilha ou ainda os dois.

Você pode visitar o Cristo, a Pedra da Gávea e a Bonita, como também o Pico da Tijuca, o segundo mais alto da cidade. Essa foi a nossa proposta neste segundo capítulo do Correndo no Rio.

Enquanto a Carol está curtindo o Canadá, sobrou para mim a missão de explorar este canto da cidade. Junto com a assessoria que treino, a Street Runners, nossa missão inicial era subir até o Cristo e acabou ganhando novos contornos. Venha com a gente!

 

Primeiro momento

Esquina da Rua Alice com Laranjeiras. Ponto de partida. Crédito: Ricardo Erlich
Esquina da Rua Alice com Laranjeiras. Ponto de partida. Crédito: Ricardo Erlich

 

Nosso treino começou no bairro de Laranjeiras, famoso por ter a sede do governo do Estado do RJ, Parque Guinle, a sede do Bope (Batalhão de operações especiais da polícia), Largo do Boticário e também de um “certo clube de futebol” HA HA HA. Também no bairro, fica localizada a famosa estação do bondinho do Corcovado.

Para essa subida, a opção foi começar a partir da esquina da rua Alice com Laranjeiras onde me encontrei com a assessoria que treino a Street Runners e nosso plano inicial era seguir até os pés do Cristo Redentor.

Pontualmente às 7:15, começamos o treino. Logo passamos pela antiga Casa Rosa, até encontrar a primeira bifurcação, onde você deve virar à direita para estar no caminho correto. Essa casa já foi um bordel, e em seus últimos dias de funcionamento era um polo cultural. Hoje encontra-se fechada.

Subindo Rua Alice e já avistando o Cristo. Crédito: Ricardo Erlich
Subindo Rua Alice e já avistando o Cristo. Crédito: Ricardo Erlich

A Rua Alice segue sua subida e após uma curva de 180 graus, você tem a primeira visão do Cristo e mais adiante, outra bifurcação com três saídas diferentes, mas não se assuste, a correta é a direita mais uma vez onde você estará entrando na rua Júlio Otoni e passará a ver diversas mansões pelo caminho, incluindo uma que inusitadamente tem até um elevador em seu terreno.
Pouco mais de 3 km subindo direto, você chegará ao bairro de Santa Teresa, famoso por sua gastronomia, arte e cultura, avistando a presença da linha do bonde que circulava no bairro até poucos anos atrás e ainda sem previsão de volta. O percurso seguirá pela Rua Almirante Alexandrino virando à esquerda e já tendo a primeira mudança no visual com um percurso arborizado e um ar mais puro. Esse trecho é praticamente plano, onde é possível ligar um automático e descansar da subida inicial.

Rua Almirante Alexandrino. Crédito: Ricardo Erlich
Rua Almirante Alexandrino. Crédito: Ricardo Erlich

 

Segundo momento

Ao chegar ao bairro do Silvestre com 6km rodados, é hora de voltar a subir. Siga pelo caminho da direita e, a partir dali, Estrada das Paineira. Desafie-se na primeira grande subida que tem uma amostra da cidade do Rio do alto até a chegada na bifurcação seguinte, onde a direita é a sua próxima curva.

Observação: caso queira aumentar a rodagem, a curva para esquerda te leva ao Mirante Dona Marta e um visual da enseada de Botafogo que parece a de um cartão postal.

A estrada das Paineiras segue por mais 2,5km e, neste momento, você chega ao antigo hotel Paineiras, hoje reformado e ponto de partida das vans que chegam ao Cristo. Seria a hora de partir para os últimos 2 km de subida bem íngreme que nos levaria até os pés do Corcovado. Mas, infelizmente, fomos impedidos de seguir pela segurança. Segundo ele: “Em função dos jogos olímpicos e paralimpicos, pedestres e ciclistas estão impedidos de seguir por conta da segurança e controle de acesso”.

Subindo na Estrada das Paineiras. Crédito: Ricardo Erlich
Subindo na Estrada das Paineiras. Crédito: Ricardo Erlich

 

Sendo assim, só teríamos duas alternativas: voltar e tentar outro dia ou partir para criatividade e mostrar outros lugares, o que acabou sendo a alternativa adotada e que explicarei no momento seguinte.

Terceiro momento

Nossa opção foi seguir pela estrada do Redentor, mais conhecida popularmente como Circuito das Paineiras ou simplesmente Paineiras para corredores e ciclistas.

Ao passar por uma cancela que fica fechada nos fins de semana e feriados, é considerado um dos melhores lugares para se praticar atividade física na cidade.

A ducha é uma boa opção para um banho. Crédito: Ricardo Erlich
A ducha é uma boa opção para um banho. Crédito: Ricardo Erlich

 

Atração é o que não falta: 1,5 km depois que você passar a cancela, tem a primeira ducha no caminho, onde um banho gelado é um eterno convite a se refrescar. Poucos metros dali, tem o Mirante das Paineiras, com pano de fundo a zona sul carioca do alto.

O caminho se segue com outras duchas e subidas suaves alternando com três pontos com inclinação maior, incluindo a última que tem uma placa com um ovo quebrado para quem vem no sentido oposto.

O percurso completo é de 4,5k em um sentido e esticando até a Praça do Alto e voltando, pode levar 16km.

Vista do Cristo a partir do Circuito das Paineiras. Crédito: Ricardo Erlich
Vista do Cristo a partir do Circuito das Paineiras. Crédito: Ricardo Erlich

 

Pouco depois, passamos pela outra cancela e de lá, você tem a opção de subir até o Sumaré ou descer (que foi nossa opção, mas não por muito tempo). Após duas curvas, pegamos o acesso da trilha para partir ao nosso próximo desafio.

Quarto momento

A trilha que pegamos não é sinalizada e não recomendamos você ir sozinho nela. Ao entrar, passamos por um trecho que teve um deslizamento recente e havia muito galhos de arvore no início, mas logo, ela voltou a estar boa. Poucos minutos depois, tem uma bifurcação não sinalizada que chega a uma antena e onde você vira a direita e segue por ela. De lá, passa por uma segunda antena e pega uma subida bem íngreme que dará no Morro do Queimado, que fica na mesma altitude do Cristo, valendo uma parada para clicar uma foto.

Ao ver esta antena, vire em sua direção e siga a trilha. Crédito: Ricardo Erlich
Ao ver esta antena, vire em sua direção e siga a trilha. Crédito: Ricardo Erlich

 

Seguimos pela esquerda (a direita e com sinalização, te leva até a Praça do Alto) e passamos por um trecho de pedras onde todo cuidado é pouco para não escorregar. É importante você ir se apoiando nos galhos e pedras. Mas o sacrifício valia a pena ao encontrar a Pedra da Proa e outro visual do Rio que vale a pena ser conferido.

Morro do Queimado, vale uma foto aqui. Crédito: Ricardo Erlich
Morro do Queimado, vale uma foto aqui. Crédito: Ricardo Erlich

 

Pouco depois da Pedra da Proa, há um trecho que você desce em pedras usando fendas que foram colocadas no local e cai numa descida constante onde até fica mais fácil de correr. Pouco depois, será a vez de passar pela Mesa do Imperador que tem esse nome por que Dom Pedro parava ali para comer em suas subidas pela Floresta da Tijuca.

A Pedra da Proa tem esse nome por causa do formato de sua rocha. Crédito: Ricardo Erlich
A Pedra da Proa tem esse nome por causa do formato de sua rocha. Crédito: Ricardo Erlich

 

Quinto Momento

A partir daqui, é ladeira abaixo. Seguimos pela estrada Dona Castorina até a Vista Chinesa que tem esse nome em homenagem aos chineses que trouxeram a cultura do chá para o Brasil.

Em seguida, pegamos a trilha novamente que fica a direita pouco depois da Vista, onde descemos até o Solar da Imperatriz. No meio da trilha, há outra bifurcação e para chegar ao Solar, siga a direita e na bifurcação seguinte, faça a curva em 180 para voltar ao plano.

Ao passar pelo Solar, chegamos a rua Pacheco leão no bairro do Jardim Botânico, onde encerramos o treino, depois de 21km rodados e mais de 3 horas de duração.

Foi um ótimo treino, recomendo a todos. Crédito: Ricardo Erlich
Foi um ótimo treino, recomendo a todos. Crédito: Ricardo Erlich

 

Espero que tenham gostado!

A Carol estará de volta em breve.

Um abraço

Ricardo

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