Lagoa Rodrigo de Freitas e Parque da Catacumba

Este é um lugar que certamente você já deve ter passado ou correu por aqui. Mas será que você alguma vez já reparou no que realmente tem nessa volta de 7,5 km na ciclovia? E sabia que tem até trilha para brincar também? O Correndo no Rio te convida a conhecer os detalhes da Lagoa Rodrigo de Freitas. Venha com a gente.

Rodrigo de Freitas é uma lagoa localizada na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Na verdade, ela deveria ser chamada de Laguna Rodrigo de Freitas, mas isso a gente explica depois. A Lagoa representa uma das principais atrações turísticas da cidade. Por ter um formato semelhante a um coração, ela é conhecida como “O Coração do Rio de Janeiro”.

Com 2,4 milhões de metros quadrados de superfície, sobre o seu espelho d’água praticam-se esportes aquáticos como o remo, ou simplesmente passeia-se de pedalinho.

Remo na Lagoa Rodrigo de Freitas
Atletas praticando remo…

Em seu entorno, encontram-se:

  • um estádio de remo (Estádio de Remo da Lagoa);
  • uma ciclovia pavimentada, com 7,5 km de extensão;
  • diversos equipamentos de lazer;
  • vários quiosques de alimentação, que oferecem itens da gastronomia regional e internacional;
  • alguns dos mais importantes clubes da cidade (Clube de Regatas do Flamengo; Jóquei Clube Brasileiro; Clube Naval na ilha do Piraquê; Paissandu Atlético Clube; Clube dos Caiçaras; Club de Regatas Vasco da Gama (sede náutica) e Botafogo de Futebol e Regatas (sede náutica)).
Clube de Regatas Flamengo
Clube de Regatas Flamengo

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Clube de Regatas do Vasco e Clube do Botafogo

Como dito anteriormente, a Lagoa possui 7,5 Km de extensão disponíveis para corrida, caminhada, bike, skate…

Lagoa Rodrigo de Freitas

Há duas ilhas em seu corpo d’água. A Ilha Piraquê abriga o Departamento Esportivo do Clube Naval. Já a Ilha Caiçaras abriga o Clube dos Caiçaras.

Clube Naval
Clube Naval
Clube Caiçaras
Clube dos Caiçaras

Um pouco de história da Lagoa…

Inicialmente, a Lagoa era habitada pelos índios Tamoios, que a chamavam de Piraguá (que significa “enseada de peixe”) ou Sacopenapã (caminho dos socós). Com a chegada do colonizador português, foi instalado um engenho de açúcar em suas margens, o Engenho d’El-Rey, onde atualmente funciona o Centro de Recepção aos Visitantes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

A presença dos índios não era algo aceitável. Então, para livrarem-se dos mesmos, foram utilizadas roupas contaminadas por doentes de varíola às margens da lagoa. Os índios, ao vestirem-se, ficavam contaminados e morriam.

Em 1609, as terras da Lagoa foram vendidas para Sebastião Fagundes Varela. Esse latifundiário, por aquisição e invasão, ampliou as suas propriedades na região, de maneira que, em torno de 1620, já era proprietário de todas as terras que se estendem do atual bairro do Humaitá até o atual bairro do Leblon. Sua bisneta, 82 anos depois, casou-se com o jovem oficial de cavalaria português, Rodrigo de Freitas de Carvalho, que deu o seu nome à lagoa.

Com a chegada da Família Real Portuguesa em 1808, o Príncipe-Regente desapropriou o “Engenho da Lagoa” para construir, no local, uma fábrica de pólvora e instalar o “Real Horto Botânico” (atual Jardim Botânico do Rio de Janeiro).

Desde 1995, na época de Natal, há a tradição de se montar uma gigantesca árvore de Natal iluminada, aproveitando o seu espelho d’água. Entretanto, neste ano de 2016, tudo indica que não haverá a tradicional Árvore de Natal da Lagoa.

Um pouco de informações ambientais

Embora sobreviva às suas margens uma colônia de pescadores, a lagoa é vítima de um problema crônico de mortandade de peixes, causado pela proliferação de algas (eutrofização) que consomem o oxigênio nas águas.

Durante o século XIX, foram cogitadas diversas soluções para o problema da renovação de suas águas. Em 1922, a Repartição de Saneamento das Zonas Rurais apresentou um projeto que buscava sanear e embelezar a Capital para as festas do Centenário da Independência. Esse projeto consistia na abertura de um canal, através de dragagem, que religaria a lagoa ao mar. O canal dragado é o Jardim de Alá.

Jardim de Alah
Jardim de Alá

Mas, por que não deveríamos chamar a Lagoa de “lagoa”? Ela deveria ser chamada de Laguna Rodrigo de Freitas, uma vez que laguna mantém a comunicação com o mar através de um canal. É uma área formada por água salobra ou salgada. Já uma lagoa não possui comunicação com o mar e sua água é doce.

A terra retirada do canal ajudou no aterro de suas margens o que reduziu o seu espelho d’água. Nos aterros formados foram criados vários parques, caracterizando a Lagoa como lugar de lazer e entretenimento.

Pista de Skate na Lagoa Rodrigo de Freitas
Pista de Skate

A colônia de pescadores na Lagoa

Há mais de 90 anos instalada na Lagoa Rodrigo de Freitas, a colônia Z13 reúne 30 pescadores que atuam na Lagoa. Tainha, robalo e cará estão entre as espécies mais comuns pescadas aqui.

Colônia de Pescadores da Lagoa Rodrigo de Freitas
Colônia de Pescadores da Lagoa Rodrigo de Freitas

O Parque da Catacumba

Próximo à Lagoa, no Morro da Catacumba, está localizado o Parque Natural Municipal da Catacumba. Nesse local, havia uma favela. Após a desapropriação dos moradores para conjuntos habitacionais, houve a recuperação e o reflorestamento da região. Com isso, o parque integra uma área de proteção ambiental anexa à Lagoa Rodrigo de Freitas.

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O Parque da Catacumba foi inaugurado em 1979. Ele possui esculturas ao ar livre de artistas internacionalmente reconhecidos e oferece trilhas ecológicas e atividades de esportes radicais.

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A trilha é leve e guia o visitantes a dois mirantes: o Sacopã e o do Urubu. Lá é possível avistar a Lagoa, os bairros de Ipanema e Leblon e o Morro Dois Irmãos.

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O nome da região é derivado da história de que ali era o local onde os índios enterravam seus mortos (catacumbas). No entanto, nunca houve confirmação sobre possíveis esqueletos encontrados na região.

Trilha Transcarioca

A Trilha Transcarioca foi projetada para passar em praticamente todos os principais atrativos ecoturísticos localizados no município. Ela totaliza 180 Km e está inserida em um mosaico de unidades de conservação.

Essas unidades contêm significativa biodiversidade e espécies que constam da lista brasileira da fauna e flora ameaçadas de extinção. Também há a inclusão de um importante fragmento de Mata Atlântica em avançado estágio de regeneração. Além disso, ela passa por praias, lagos, açudes, manguezais, costões rochosos e floresta de baixada. Quando o trecho da Restinga de Marambaia for incorporado, ela também vai incluir cerca de 50 km de vegetação de restinga.

A Transcarioca tem mais de 70 acessos ao longo de seu percurso. Isso significa que não se trata de uma supertrilha contínua. Ela pode ser feita em etapas: o visitante faz uma parte num dia e continua de onde parou numa outra ocasião. Os caminhos que a integram oferecem diferentes graus de esforço e dificuldade, e muitos já são frequentemente utilizados pelos adeptos de caminhadas e do turismo ecológico.

A sinalização da Trilha Transcarioca consiste, basicamente, de pinturas padronizadas em pedras e troncos, além de placas indicando direções e atrativos próximos.

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Símbolo da Trilha Transcarioca

É isso então, galera! Esperamos que vocês tenham gostado desse episódio do Correndo no Rio. Até a próxima!

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Um super beijo e um abraço

Carolina Belo e Ricardo Dungó

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